Tags

Related Posts

Share This

o caíco – a polícia e as fatalidades

Caíco ou Caíque é um barco feito de madeira, geralmente usado em rios para pesca ou travessia.

Assim era o caíco que o pai tinha feito para ir pescar. Como ele não tinha um veículo para levar, geralmente os amigos se reuniam para isso e juntos o levavam para o rio da prata. Normalmente ele ficava guardado preso em cordas próximo ao teto do porão de nossa casa. Exatamente com a mesma habilidade e a curiosidade que Arthur fazia as pipas, as suas próprias máquinas e outros instrumentos também de trabalho ele fez seu caíco e se sentia muito confortável de emprestar aos amigos.

Um vizinho, pediu emprestado para ir pescar e não falou mais no assunto…. Não apareceu mais o caíco que tinha mais de 4 metros de comprimento… Ao perguntar ao vizinho onde estava ele respondeu que perdeu o barco… E o que fazer sobre isso?

Passado um tempinho o pai o encontrou no bar e disse:

  • Você vai me pagar o caíco? Como vamos fazer?

A resposta foi: Não tenho o caíco e não vou te pagar! E no mesmo momento ele pegou o chapéu de Arthur e jogou no chão e pisou em cima!* (veja chapéu)

Na verdade, perder um caíco, seria mais uma das tantas perdas, pela confiança que tinha – afinal, já tinha deixado de receber por pipas de vinho, por carrinho de mão e outras tantas ferramentas que os amigos pediam e simplesmente esqueciam de devolver…

MAS O CHAPÉU NÃO!!! ELE PODIA SUPORTAR TAL DESRESPEITO!

Todos estavam um pouco alterados pela bebida e ele saiu dizedno que buscaria a espingarda!

Diante dessa possibilidade, chamaram a polícia…

Ao chegar em casa e contar para a mulher o que tinha acontecido, e dizendo que ia pegar a espingarda, ela se opôs completamente a esta ação e não permitiu que ele saísse.

Depois se soube que o vizinho fez ocorrência de tentativa de assassinato e, além de ficar sem o caíco, sem o chapéu ele era uma pessoa “perigosa”.

Em pouco tempo o vizinho mudou-se para uma cidade distante e na mudança teve um acidente muito sério onde uma das meninas perdeu parte de um membro – foi bastante triste!

Tivemos a sensação, de alguma forma e pelas conversas dos adultos que contam a história, que quem tem maldade no coração, carrega um peso enorme consigo e atrai coisas ruins.

Isso aconteceu muito antes de eu nascer, acabou sendo aquelas histórias de família!